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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Confissão

Imagem: google


Estou aqui agora, sentada em frente a tela, com uma infinidade de pensamentos e sentimentos em minha cabeça...

Tantos sonhos, tantas convicções, tantos ideais que caem ao chão neste momento... Eu acreditava que coisas boas aconteciam para pessoas boas. Mas aprendi que não importa o quão bom você seja, as vezes, ou constantemente, coisas ruins acontecem... coisas muito ruins acontecem.

Estou sozinha em meu quarto e penso em tudo o que aconteceu até agora, todos os risos e lágrimas que me trouxeram até aqui, que me fizeram quem sou... sempre tive a sensação de ser meio extraterrestre, meio peixe fora d'água. Minha vida inteira. E essa impressão não foi embora com a idade. Sinto-me uma estranha no meio do mundo e, por mais que eu tente, não consigo me encaixar.

Será que isso tudo é um teste? Pra por à prova minha vontade, meus princípios, meu caráter? Se for, sei que não passei ilesa até hoje mas, seja como for, os erros que cometi antes foram por pura ingenuidade, ou desespero, ou falta de conhecimento...

Mas agora não. Agora cansei. Agora não quero mais fazer as coisas certas. Não quero mais seguir meus princípios ou consciência. De que me valeram até agora? Eu tenho uma cabeça que me norteia, um coração que me embala... tenho sentimentos por plantas, animais, coisas e pessoas... ah! as pessoas. Poderia guardar cada uma delas num cantinho perfumado de meu coração. Mas as pessoas não se importam com seus sentimentos ou pensamentos. Não se importam com quem você é de verdade, apenas com quem querem que você seja.

Criei escudos, máscaras, subterfúgios para me proteger de pessoas que só se aproximaram para tirar algum proveito. E acho que não aprendi a separar aquelas que gostavam de mim de verdade. Nunca sei distingui-las. Abro meu coração e me mostro a qualquer pessoa que chegue perto. E logo depois preciso fujir e me trancar para não me machucar. Cansada de ter que me defender.

Vivemos num mundo de aparências... um mundo cruel, na maioria das vezes... ou melhor, o mundo não é cruel, as pessoas, essas sim são cruéis. 

Eu sei, a culpa é minha. Eu cresci e esqueci de aprender as coisas simples do mundo. Como não confiar em estranhos, que contos de fadas não existem e, o principal, que as pessoas mentem.

A culpa é minha. Porque ainda sou uma menina que gosta de flores, bichos, crianças, romances... ainda acredito nas pessoas... ainda acredito no amor... não esse amor de comercial de televisão. Acredito no amor sem limites, sem regras, sem juízo... um amor que um dia achei que iria encontrar... um dia, quando eu não tinha o coração cansado e os olhos pesados... acreditei... porque agora já não acredito mais...

Não, não estou aqui maldizendo a vida, Deus, o amor, o mundo, as pessoas... não. Ao contrário, estou me libertando. Aceitando que nada disso seja pra mim e talvez assim trazer um pouco de paz ao meu coração... sei que vou continuar a me enganar, me iludir, me machucar. Porque por mais cansada que eu esteja disso tudo, tenho um coração que nasceu pra se doar, que teima em se envolver, em se abrir. Tenho um coração que teima em achar que pode ser feliz... 



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Imagem: google




Pior do que se sentir perdida é perder-se em si mesmo. No emaranhado do que você acredita misturado ao que você é ou era. O que você acredita, apostando corrida com o que você mais detesta. O que você tem, jogando palitinhos com o que você quer. Seu amor e suas dores na linha de chegada e o coração de juiz em dia de clássico. 

Eu não sei se você entende o raciocínio de quem não tem raciocinado ultimamente ou se entende o porquê de certas coisas que não se explicam. Quando a cabeça não pensa o corpo padece. Mas quando a cabeça pensa demais será que nossa alma enriquece? 

Você cheio de indagações e de táticas que não fazem o menor sentido. (pelo menos para você ou pelo menos naquele momento). Suas certezas mudam, suas prioridades deixam de ser prioridades já que você nem sabe mais o que deseja. Até sabe, mas está tão longe e você tão cansado que o mais fácil é deixar que as prioridades te encontrem e você pode fugir do que não interessa. 

Seus princípios enfraquecidos te cobram uma atitude e você cobra a coragem. 

Seus olhos pesam e seu coração já bate fraco. De tanto que bateu a vida inteira. De tanto chorar amor e fracassos. De tanto chorar pelo leite derramado você decide que se entender é complicado demais. O quente queima e o frio é gelado demais, vai o morno mesmo que não causa sensação alguma e no momento você não tem sequer condições de sentir algo. Sentir dá trabalho e trabalho acarreta uma série de responsabilidades. Responsabilidade é chato demais e não aquece seus pés nos dias frios. 

Você enfim, opta por decidir somente pelo necessário. Pelo que realmente vai fazer alguma diferença em sua vida e desiste de tentar equilibrar-se, isso é para artista circense e você nem gosta tanto de circo. Melhor deixar assim. Uma porta de saída e uma de entrada. O que vale fica e o que não vale que valesse. Nada de culpa ou de noites mal dormidas, nada de coração na boca nem de frio na barriga. 

Certas coisas não se explicam. Não existem palavras que as descrevam ou soluções que as resolva. Sentimentos, gestos, sonhos e sorrisos. A alma entende e a boca cala. (Fernanda Mello)



Desse jeitinho que ando me sentindo ultimamente...