"E se me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar" (Clarice Lispector)
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sábado, 17 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
em mim não foi miopia... foi astigmatismo...
Sou dessa leva de gente que tem como sina ver demais. Sentir demais. Amar quase do tamanho do amor. Traço de nascença, uma estranha dádiva que, durante temporadas, pra facilitar a própria vida, egoísmo que seja, a gente tenta disfarçar de tudo que é maneira que aprende. Mas não tem jeito, nunca terá, nascer assim é irremediável, o que é preciso é desaprender o medo.
Por tudo o que é mais sagrado nesse mundo e em quaisquer outros que não tenho certeza se existem, mas suspeito, muitas vezes eu desejei não ver tanto. Criança, quando senti isso sem saber palavras, inventei minha miopia. Não adiantou: o encurtamento dos olhos é só do lado de fora, por dentro eu vejo muito comprido. Alguns sentem vida, sentem beleza, sentem amor, com doses de conta-gotas. Eu, não: é uma chuvarada dentro de mim.
Que os sensíveis sejam também protegidos. Que sejam protegidos todos os que veem muito além das aparências. Todos os que ouvem bem pra lá de qualquer palavra. Todos os que bordam maciez no tecido áspero do cotidiano. Todos os que propagam a bondade. Todos os que amam sem coração com cerca de arame farpado. Que sejam protegidos todos os poetas de olhar e de alma, tanto faz se dizem poesia com letras, gestos, silêncios ou outro jeito de fala. Que sejam protegidos não por serem especiais, que toda vida é preciosa, mas porque são luzeiros, vez ou outra um bocadinho cansados, no escuro assustado e apertado do casulo desse mundo. (Ana Jácomo)
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Quem planta árvores, colhe alimento.
Quem semeia flores, colhe perfume.
Quem semeia o trigo, colhe o pão.
Quem planta amor, colhe amizade.
Quem semeia alegria, colhe felicidade.
Quem planta a vida, colhe milagres.
Quem semeia a verdade, colhe confiança.
Quem planta fé, colhe a certeza.
Quem semeia carinho, colhe gratidão.
No entanto, há quem prefira semear tristeza e colher desconsolo.
Plantar discórdia e colher solidão.
Semear vento e colher tempestade.
Plantar ira e colher desafeto.
Semear descaso e colher um adeus.
Plantar injustiça e colher abandono.
Somos semeadores conscientes,
Quem semeia flores, colhe perfume.
Quem semeia o trigo, colhe o pão.
Quem planta amor, colhe amizade.
Quem semeia alegria, colhe felicidade.
Quem planta a vida, colhe milagres.
Quem semeia a verdade, colhe confiança.
Quem planta fé, colhe a certeza.
Quem semeia carinho, colhe gratidão.
No entanto, há quem prefira semear tristeza e colher desconsolo.
Plantar discórdia e colher solidão.
Semear vento e colher tempestade.
Plantar ira e colher desafeto.
Semear descaso e colher um adeus.
Plantar injustiça e colher abandono.
Somos semeadores conscientes,
espalhamos diariamente milhões de sementes ao nosso redor.
Que possamos escolher sempre as melhores,
para que, ao recebermos a dádiva da colheita farta,
tenhamos apenas motivos para agradecer.
(autor desconhecido)
(autor desconhecido)
domingo, 11 de dezembro de 2011
Me Deixem
As pessoas acham que ando deprimido. Não vou desmentir, prefiro deixar assim, é até bom. Os deprimidos podem agir de modo esquisito e não precisam justificar suas bobagens o tempo todo. Ele é um deprimido, quem se importa? Recebam meu recado: eu até que estou indo bem.
Somente descobri que, no momento agora, só consigo ir com as caras que nunca mais verei, só consigo me apaixonar pelo que assumidamente é feito de pó. Não faça como o resto da cidade, não ultrapasse meu semáforo depois que já fechou. A pressa é inimiga da direção. E a gente se vê, ainda. Promessa.
A má notícia é que, a julgar pelo meu entusiasmo nos últimos dias, morri. Até já decidi minha lápide - "Viveu lutando pelo amor e as sensações que valem a pena ser vividas. Fracassou miseravelmente." - O que você acha? Nem tô, na verdade. Me deixem.
A boa notícia é que não perdi o telefone de ninguém, apenas minhas falas teatrais dentro do grupo não fazem muito sentido nesta temporada. Ando menos polissilábico, menos colorido, menos espalhafatoso, menos vaidoso, menos inventado. E não consigo ver onde está meu erro.
Falando sério, tenho andado bastante sozinho, sobretudo ultimamente. É um tempo de agitações, de ímpetos de impaciência, ansiedade e mau humor. Contando com a resolução das coisas, que chegue logo um futuro que sei que virá, sabendo que nada mais depende de alguma ação minha. Só da minha habilidade em esperar. E isso me lembra que não há mais com quem contar, além do tempo. Que ando meio sozinho e assim eu quis, de certa forma...
Pode não ser uma parte boa da minha vida, assistindo de fora. Mas não consigo sentir isso justamente porque não é tempo de sentir muita coisa. São apenas experiências com o estoicismo, fora isso, como eu disse, estou legal. Não perca tempo com preocupações ou sentindo saudades. Saudade é um amor que chegou atrasado após dormir demais.
E eu tenho tentado dormir demais, querendo me congelar para o futuro melhor. Um futuro bom, assim como foi bom esse nosso passado. É o presente que não estou sabendo como viver. Acredite, hoje, estamos melhores separados. Ou, ao menos, mais verdadeiros. (Gabito Nunes)
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Liberte-se
A dor é uma lição a ser aprendida. Prestando atenção à dor, podemos superá-la.
É doloroso tocar um ferro quente. Se você deixar de aprender pela experiência, a dor vai voltar cada vez que tocar o ferro quente. Quando você aprende a lição que a dor tem para lhe ensinar e evita tocar no ferro quente, nunca mais terá que sentir essa dor.
O que você pode aprender com a dor? Em toda dor existe uma lição. Às vezes, a lição é evitar os erros. Outras vezes, a lição é aprender a aceitar, valorizar e triunfar sobre os desafios que encaramos.
Você já aprendeu que tudo tem seu preço? Ou a dor ainda está tentando lhe ensinar isso? Você já aprendeu a viver com propósito e foco? Ou ainda está sofrendo a dor de aprender essa lição?
Liberte-se da dor aprendendo o que ela tem a lhe ensinar.
É doloroso tocar um ferro quente. Se você deixar de aprender pela experiência, a dor vai voltar cada vez que tocar o ferro quente. Quando você aprende a lição que a dor tem para lhe ensinar e evita tocar no ferro quente, nunca mais terá que sentir essa dor.
O que você pode aprender com a dor? Em toda dor existe uma lição. Às vezes, a lição é evitar os erros. Outras vezes, a lição é aprender a aceitar, valorizar e triunfar sobre os desafios que encaramos.
Você já aprendeu que tudo tem seu preço? Ou a dor ainda está tentando lhe ensinar isso? Você já aprendeu a viver com propósito e foco? Ou ainda está sofrendo a dor de aprender essa lição?
Liberte-se da dor aprendendo o que ela tem a lhe ensinar.
A paz que eu quero pra mim...
A paz está dentro de ti.
Não há outros lugares para procurá-la.
Ela acontece a partir da tua compreensão, da tua disponibilidade em aceitar e aprender com os momentos que te chegam.
Quando chegas ao teu coração, inevitavelmente chegas à paz.
Ela se encontra no lugar onde tudo em ti se traduz em equilíbrio, harmonia e inocência.
A tua paz depende da tua atenção para com o teu interior, assim ela se estende ao seu exterior, dando uma nova dimensão da tua realidade onde tu consegues clarear, através dela, o que parece obscuro, desfazer os nós onde tudo parece emaranhado, sem saída.
Dá uma chance para a paz, a tua paz, e verás que a vida colore o que te parece cinza, traz amor onde sentes haver ódio, traz abundância onde pensas haver miséria, traz aconchego onde pensas haver frio, solidão.
A vida muitas vezes não parece ser fácil, existindo momentos onde desistimos de tudo, para simplesmente chorarmos pela nossa aparente incapacidade em harmonizar tamanho caos que criamos, mas digo a ti: procura por tua paz, procura pela tua quietude interior e tudo a tua volta reluzirá na bênção Daquele que não deixa de olhar por ti, Daquele que, eternamente, não deixa de ser a própria paz. (autor desconhecido)
Não há outros lugares para procurá-la.
Ela acontece a partir da tua compreensão, da tua disponibilidade em aceitar e aprender com os momentos que te chegam.
Quando chegas ao teu coração, inevitavelmente chegas à paz.
Ela se encontra no lugar onde tudo em ti se traduz em equilíbrio, harmonia e inocência.
A tua paz depende da tua atenção para com o teu interior, assim ela se estende ao seu exterior, dando uma nova dimensão da tua realidade onde tu consegues clarear, através dela, o que parece obscuro, desfazer os nós onde tudo parece emaranhado, sem saída.
Dá uma chance para a paz, a tua paz, e verás que a vida colore o que te parece cinza, traz amor onde sentes haver ódio, traz abundância onde pensas haver miséria, traz aconchego onde pensas haver frio, solidão.
A vida muitas vezes não parece ser fácil, existindo momentos onde desistimos de tudo, para simplesmente chorarmos pela nossa aparente incapacidade em harmonizar tamanho caos que criamos, mas digo a ti: procura por tua paz, procura pela tua quietude interior e tudo a tua volta reluzirá na bênção Daquele que não deixa de olhar por ti, Daquele que, eternamente, não deixa de ser a própria paz. (autor desconhecido)
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
"Frequentemente as pessoas não olham para o forte - querem que ele olhe para elas. Ninguém percebe quando ele está abatido ou triste ou distante. E, quando percebem, cobram dele que volte a ser forte. Afinal, onde iriam se apoiar? A quem deveriam recorrer, senão ao forte? Como iriam se virar sozinhas? Em quem iriam se espelhar?
O forte, no fundo, é um condenado a ser sempre forte. Todos, inclusive ele, esquecem que, antes de ser forte, ele é humano. Frágil, estúpido, falível e imperfeito humano.
É linda e triste a trajetória do forte em um mundo tão fraco... tão carente de força" (Gabito Nunes)
O forte, no fundo, é um condenado a ser sempre forte. Todos, inclusive ele, esquecem que, antes de ser forte, ele é humano. Frágil, estúpido, falível e imperfeito humano.
É linda e triste a trajetória do forte em um mundo tão fraco... tão carente de força" (Gabito Nunes)
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Problemas...
Ás vezes acho que o caminho que segui me afastou de você... o rumo que tomou minha vida me leva cada dia pra mais longe. Mas se é certo que um grande amor ninguém separa, um dia a gente se esbarra por aí... seja você quem for ou onde esteja, um dia meu caminho se encontra com o teu... e você vai me reconhecer e me amar pra vida inteira... e depois dela também... (Chris Macêdo)
domingo, 16 de outubro de 2011
sábado, 15 de outubro de 2011
Aos mestres, com carinho...
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho. A data é um convite para que todos: pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem "águias" e não apenas "galinhas". Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda. (Paulo Freire)
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Adoro essas manhãs frias de junho... esse céu branco tomando conta de toda a paisagem. No horizonte um raio de sol teima em aparecer, em romper essa muralha branca e fria. Passarinhos cantam na minha janela. Uma cantoria saudando o dia, mais um dia que nasceu. Da janela vejo essa imensidão branca e sorrio. Uma brisa fria sopra em meus ouvidos e envolve meu corpo... de olhos fechados... sentindo esse instante mágico, do dia que nasce, da vida que continua... a mágica da vida.
Bom dia!
(by Chris Macêdo)
domingo, 12 de junho de 2011
Menina Teimosa: ainda sou!
Imagem: google
"...Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola.
E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o vôo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado.
Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim. O destino da felicidade, me foi traçado no berço..." (Cris Carvalho, http://sensibilidade-de-flor.blogspot.com/2011/06/dona-moca.html)
segunda-feira, 6 de junho de 2011
A vida é feita de escolhas. E o amor é uma delas!
Imagem: google
Acredito piamente que a vida de cada um de nós é composta por uma sucessão ininterrupta de escolhas. Fazemos escolhas todo tempo, desde as mais simples e automáticas, até as mais complexas, elaboradas e planejadas. Quanto mais maduros e conscientes nos tornamos, melhores e mais acertadas são as nossas escolhas.
Assim também é com o amor. Nós podemos escolher entre amar e não amar. Afinal de contas, o amor é um risco, um grande e incontrolável risco. Incontrolável porque jamais poderemos obter garantias ou certezas referentes ao que sentimos e muito menos ao que sentem por nós. E grande porque o amor é um sentimento intenso, profundo e, portanto, como diz o ditado, quanto mais alto, maior pode ser o tombo!
Por isso mesmo, admiro e procuro aprender, a cada dia, com os corajosos, aqueles que se arriscam a amar e apostam o melhor de si num relacionamento, apesar das possíveis perdas. Descubro que o amor é um dom que deve vir acompanhado de coragem, determinação e ética.
Não basta desejarmos estar ao lado de alguém, precisamos merecer. Precisamos exercitar nossa honestidade e superar nossos instintos mais primitivos. É num relacionamento íntimo e baseado num sentimento tão complexo quanto o amor que temos a oportunidade de averiguar nossa maturidade.
Quanto conseguimos ser verdadeiros com o outro e com a gente mesmo sem desrespeitar a pessoa amada? Quanto conseguimos nos colocar no lugar dela e perceber a dimensão da sua dor? Quanto somos capazes de resistir aos nossos impulsos em nome de algo superior, mais importante e mais maduro?
Amar é, definitivamente, uma escolha que pede responsabilidade. É verdade que todos nós cometemos erros. Mas quando o amor é o elo que une duas pessoas, independentemente de sangue, família ou obrigações sociais, é preciso tomar muito cuidado, levar muito o outro em conta para evitar estragos permanentes, quebras dolorosas demais.
O fato é que todos nós nos questionamos, em muitos momentos, se realmente vale a pena correr tantos riscos. Sim, porque toda pessoa que ama corre o risco de perder a pessoa amada, de não ser correspondida, de ser traída, de ser enganada, enfim, de sofrer mais do que imagina que poderia suportar. Então, apenas os fortes escolhem amar!
Não são os medos que mudam, mas as atitudes que cada um toma perante os medos. Novamente voltamos ao ponto: a vida é feita de escolhas. Todos nós podemos mentir, trair, enganar e ferir o outro. Mas também todos nós podemos não mentir, não trair, não enganar e não ferir o outro.
Cada qual com o seu melhor, nas suas possibilidades e na sua maturidade, consciente ou não de seus objetivos, faz as suas próprias escolhas. E depois, arca com as inevitáveis conseqüências destas.
Sugiro que você se empenhe em ser forte a fim de poder usufruir os ganhos do amor e, sobretudo, evitar as dolorosas perdas. Mas se perceber que ainda não está pronto, seja honesto, seja humilde e ao invés de deixar cair ou de jogar no chão um coração que está em suas mãos, apenas deixe-o, apenas admita que não está conseguindo carregá-lo...
E então você, talvez, consiga compreender de fato a frase escrita por Antoine de Saint Exupéry, em seu best seller O Pequeno Príncipe:
Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.
Porque muito mais difícil do que ficar ao lado de alguém para sempre é ficar por inteiro, é fazer com que seja absolutamente verdadeiro! E é exatamente isso que significa sermos responsáveis por aquilo que cativamos...
(Rosana Braga)
Acredito piamente que a vida de cada um de nós é composta por uma sucessão ininterrupta de escolhas. Fazemos escolhas todo tempo, desde as mais simples e automáticas, até as mais complexas, elaboradas e planejadas. Quanto mais maduros e conscientes nos tornamos, melhores e mais acertadas são as nossas escolhas.
Assim também é com o amor. Nós podemos escolher entre amar e não amar. Afinal de contas, o amor é um risco, um grande e incontrolável risco. Incontrolável porque jamais poderemos obter garantias ou certezas referentes ao que sentimos e muito menos ao que sentem por nós. E grande porque o amor é um sentimento intenso, profundo e, portanto, como diz o ditado, quanto mais alto, maior pode ser o tombo!
Por isso mesmo, admiro e procuro aprender, a cada dia, com os corajosos, aqueles que se arriscam a amar e apostam o melhor de si num relacionamento, apesar das possíveis perdas. Descubro que o amor é um dom que deve vir acompanhado de coragem, determinação e ética.
Não basta desejarmos estar ao lado de alguém, precisamos merecer. Precisamos exercitar nossa honestidade e superar nossos instintos mais primitivos. É num relacionamento íntimo e baseado num sentimento tão complexo quanto o amor que temos a oportunidade de averiguar nossa maturidade.
Quanto conseguimos ser verdadeiros com o outro e com a gente mesmo sem desrespeitar a pessoa amada? Quanto conseguimos nos colocar no lugar dela e perceber a dimensão da sua dor? Quanto somos capazes de resistir aos nossos impulsos em nome de algo superior, mais importante e mais maduro?
Amar é, definitivamente, uma escolha que pede responsabilidade. É verdade que todos nós cometemos erros. Mas quando o amor é o elo que une duas pessoas, independentemente de sangue, família ou obrigações sociais, é preciso tomar muito cuidado, levar muito o outro em conta para evitar estragos permanentes, quebras dolorosas demais.
O fato é que todos nós nos questionamos, em muitos momentos, se realmente vale a pena correr tantos riscos. Sim, porque toda pessoa que ama corre o risco de perder a pessoa amada, de não ser correspondida, de ser traída, de ser enganada, enfim, de sofrer mais do que imagina que poderia suportar. Então, apenas os fortes escolhem amar!
Não são os medos que mudam, mas as atitudes que cada um toma perante os medos. Novamente voltamos ao ponto: a vida é feita de escolhas. Todos nós podemos mentir, trair, enganar e ferir o outro. Mas também todos nós podemos não mentir, não trair, não enganar e não ferir o outro.
Cada qual com o seu melhor, nas suas possibilidades e na sua maturidade, consciente ou não de seus objetivos, faz as suas próprias escolhas. E depois, arca com as inevitáveis conseqüências destas.
Sugiro que você se empenhe em ser forte a fim de poder usufruir os ganhos do amor e, sobretudo, evitar as dolorosas perdas. Mas se perceber que ainda não está pronto, seja honesto, seja humilde e ao invés de deixar cair ou de jogar no chão um coração que está em suas mãos, apenas deixe-o, apenas admita que não está conseguindo carregá-lo...
E então você, talvez, consiga compreender de fato a frase escrita por Antoine de Saint Exupéry, em seu best seller O Pequeno Príncipe:
Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.
Porque muito mais difícil do que ficar ao lado de alguém para sempre é ficar por inteiro, é fazer com que seja absolutamente verdadeiro! E é exatamente isso que significa sermos responsáveis por aquilo que cativamos...
(Rosana Braga)
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