sábado, 16 de junho de 2012



"No final do túnel existe uma janela. Talvez você precise antes passar por uma sequência interminável de portas fechadas e treinar seus ouvidos para som da batida de cada uma delas, mas não deixe de caminhar. Eu sei que não tem a menor graça andar no escuro, e por não saber nada sobre o caminho, algumas vezes você irá tropeçar. Mas lembre-se, que é justamente essa coragem de andar por um lugar desconhecido e adquirir habilidade para se curar de cada tombo, que fará você começar a enxergar aos poucos frestas de luz. E pode não parecer, mas o som de cada porta se fechando um dia irá soar como música aos seus ouvidos. A canção de quem aprendeu a ler as esperas. De quem aceitou a partitura da fé e aprendeu a tocar as notas no momento adequado, na afinação de Deus." (Fernanda Gaona)


sexta-feira, 15 de junho de 2012




"Poderíamos casar, teríamos um apartamento, tomaríamos café as cinco da tarde, discordaríamos quanto a cor das cortinas, não arrumaríamos a cama diariamente, a geladeira seria repleta de congelados e coca-cola, o armário, de porcarias, adiaríamos o despertador umas trinta vezes, sentaríamos na sala de pijama e pantufas, sairíamos pra jantar em dia de chuva e chegaríamos encharcados, nos beijaríamos no meio de alguma frase, você pegaria no sono com a mão no meu cabelo e eu, escutando sua respiração. Eu riria sem motivo e você perguntaria porque, eu não responderia, saberíamos." (Caio Fernando Abreu)



quinta-feira, 14 de junho de 2012


"Então os anos passam e você entende que boa parte de tudo que sonhou não vai acontecer. A maturidade te obriga a pagar contas, ter emprego fixo e garantir o fundo de garantia para uma velhice tranquila. Aos poucos, a bagagem dos sonhos começa a pesar e decidimos ir abandonando as vontades pelo caminho. Mudamos nossas atitudes e nos conformamos com o que a vida nos reservou. Alguns sentam e lamentam, outros relaxam e continuam querendo. Eu faço parte da segunda categoria. Posso adormecer um sonho, mas vira e mexe vou até ele e mostro que ainda estou aqui. Outras vezes finjo que esqueci da sua existência, mas o amarro bem perto pra ele não fugir. Muitos sonhos vão sobrevoar nossa vida e aqui do chão parecerão impossíveis de serem alcançados. Mas eu não desisto e estendo meu braço. Além disso, os obstáculos do cotidiano vão cortar as asas do nosso pensamento fazendo muito do que queremos tornar-se impossível. É verdade, pode ser que eu de fato não consiga chegar até eles, mas a confiança já faz de mim uma pessoa bem melhor." (Fernanda Gaona)

quarta-feira, 13 de junho de 2012




 "O que me dá raiva são as flores e os dias de Sol
São os seus beijos e o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mãos e seu abraço protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?"

(Leoni)




"Eu escrevo teu nome nessas pedras, que vou jogando por onde passo. No fundo, espero que você me siga, mas não tenho coragem de pedir. Aí, tem gente que vem, sem nem ser chamado, sem nem se importar com o fato do nome escrito ali, ser outro. As pessoas não ligam pra essas pequenezas, sabe? Eu ligo. Ligo pra tudo. Sou mais de detalhes, que do todo. Sempre fui. O fato é que fico olhando pra trás pra ver se você tá vindo e já tropecei umas quantas vezes. Esses dias mais. Isso porque não sinto teu cheiro no ar, não ouço o teu riso passeando pelas horas. E sinto falta. E sinto um quase-medo. Embora, não tenha a menor idéia de quê. Sabe quando você pressente o monstro no escuro, mesmo sem poder vê-lo? É assim. Não sei se você entende, não sei se alguém entende e, realmente, não me importo. Não me importo mais com um monte de coisas. Dos benefícios do tempo. Hoje, parei e sentei bem aqui na beira desse rio que me atravessa. Só pra te pensar bem forte e te fazer sentir amor do lado de lá. Sim, porque você ainda não atravessou a ponte, bem sei. Mas, ando me sentindo fraca e cansada. Tenho andado demais, jogado pedras demais, esperado demais e você não me alcança. Talvez, seja melhor mergulhar e afogar os pensamentos. Espero que você consiga chegar a tempo e salvar os mais bonitos." (Briza Mulatinho)


terça-feira, 12 de junho de 2012


Feliz dia dos (não) morados pra você que (assim como eu) infelizmente não é habitado por amor nenhum." (Ju Fuzetto - Chris Macêdo)





"Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe. E se for muito difícil dizer com palavras, diga de outras maneiras que também possam ser ouvidas. Prepare surpresas. Borde delicadezas no tecido às vezes áspero das horas. Reinaugure gestos de companheirismo. Mas, não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui. Depois é sei lá..." (Ana Jácomo)



segunda-feira, 11 de junho de 2012



O ESPELHO
(Maria do Carmo Barreto Campello de Melo)

Quando o dia começou a amanhecer em mim
eu fui o obstáculo do meu dia

Agora vivo um estranho anti - tempo
as brisas paradas

interv-alo dist-ânsia
entre portões abertos.

Mas meus olhos um dia
( ontem, hoje, amanhã)
foram flor/odor foram cor
e o Dia pede passagem em Mim,
espelho decepado

Por isso 
Amanhã/ontem/hoje 
devo re-começar
e atar os fios do meu dia part-ido

Ainda não posso morrer: 
tenho que mastigar todas as coisas


Belo dia!



"Se, ao acordar, posso escolher uma roupa,
posso escolher também o sentimento
que vai vestir meu dia.
Se, no percurso, posso errar o caminho
posso também escolher a paisagem
que vai vestir meus olhos.
A mesma articulação que tenho para reclamar,
tenho para agradecer.
E, se posso me adornar com a alegria,
não é a tristeza que eu vou tecer.
Que hoje e sempre, seja mais UM BELO DIA!"
(Marla de Queiroz)

domingo, 10 de junho de 2012



"O que eu ando fazendo? 
Investindo no sossego do meu próprio coração!" 
(Marla de Queiroz)



sábado, 9 de junho de 2012



"Não sei, até hoje não sei se o príncipe era um deles. Eu não podia saber, ele não falava. E, depois, ele não veio mais. Eu dava um cavalo branco para ele, uma espada, dava um castelo e bruxas para ele matar, dava todas essas coisas e mais as que ele pedisse, fazia com a areia, com o sal, com as folhas dos coqueiros, com as cascas dos cocos, até com a minha carne eu construía um cavalo branco para aquele príncipe... mas ele não queria, acho que ele não queria, e eu não tive tempo de dizer que quando a gente precisa que alguém fique a gente constrói qualquer coisa, até um castelo." (Caio F. Abreu)



sexta-feira, 8 de junho de 2012

terça-feira, 5 de junho de 2012


Visitando o blog da querida Ana Martins, vi esse post, que retrata muito bem meus sentimentos recentes.

"Nada contra os reencontros da vida. 
Mas um sujeito que não soube ler sua alma na primeira vez, 
provavelmente também não saberá na segunda."  
(Erica de Paula)

Ciente de que não há regras no amor, mas a confiança perdida é difícil de ser resgatada. 

 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

"Desconfie daqueles que destroem seus sonhos com a desculpa de que estão lhe fazendo um favor, porque geralmente eles não têm nada para oferecer em troca!"  
(Alejandro Guillermo Roemmers in O retorno do Jovem Príncipe)


domingo, 3 de junho de 2012


“A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. As vezes esse alguém aparece, outras vezes, não.” (Caio Fernando Abreu)


É, sempre acontece isso comigo. Eles vem, eu ensino tudo: a ser compreensivo, atencioso, carinhoso, a gostar de sushi... aí eles vão embora e dão tudo o que ensinei, tudo o que sempre quis receber a outra pessoa... e ainda me agradecem por terem ajudado para que se tornassem pessoas melhores... 
Eu só queria alguém que ficasse.




"Queria que você soubesse que tirei a poeira das nossas músicas,
e que as ouço todos os dias. 
Porque elas me faziam mais falta do que você fez." 
(Caio Fernando Abreu)